Juro longo sobe antes do segundo turno
O contrato de DI para janeiro de 2028 fechou a véspera em 12,88%, alta de 11 pontos-base sobre o ajuste anterior de 12,775%, segundo a CNN Brasil com informações da Reuters. O movimento acompanhou um pregão de aversão a risco, com o petróleo Brent a US$ 113,17 e cautela com o segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). A bolsa e o câmbio, que fecharam em queda e em alta, já estão no fechamento de ontem.
O DI longo é o dado que mais interessa a quem vai financiar um imóvel. É essa curva que orienta o custo de captação dos bancos e, com algum atraso, as taxas do crédito imobiliário. Uma semana de alta não muda tabela de banco, mas indica que o crédito não deve ficar mais barato antes de a eleição sair do radar.
O que muda para quem compra, vende ou investe
Para quem vai financiar em Brasília, onde o m² médio está em R$ 10.453 pelo FipeZAP de setembro, vale travar a taxa quando a proposta de crédito estiver aprovada, em vez de esperar um alívio que a curva de juros ainda não mostra. Para quem vende, o comprador financiado segue sensível à prestação, e preço bem posicionado pesa mais que desconto prometido depois.
Nos Estados Unidos o movimento foi o oposto nesta semana: a taxa média do financiamento de 30 anos recuou de 7,40% para 7,32%, segundo a Freddie Mac, mas segue acima dos 6,19% de um ano atrás. A análise de hoje mostra o que isso significa em Miami e Orlando.
Minha leitura
Diante disso, acredito que a alta desta semana é mais prêmio de risco eleitoral do que mudança de rumo. Para quem compra para morar, avalio que vale seguir com a negociação e proteger a taxa do financiamento; para quem investe, esperar a definição de domingo antes de fechar operações alavancadas é prudência.Esta é uma leitura pessoal e informativa, não é aconselhamento financeiro.
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