DC Daniel CarvalhoImobiliário
Vista de Brasília a partir de uma cobertura no Noroeste
← Voltar ao blog Eleições 2026 · Análise de longo prazo

Como o mercado imobiliário será moldado nos próximos 4 anos: direita × esquerda em 20 anos de dados

Valorização, juros, crédito e habitação popular, governo a governo, em gráficos. Quem foi mais favorecido, se o crédito vai ficar mais barato e o que fazer: para morar, para investir e para quem investe do exterior.

A pergunta

Direita ou esquerda: quem foi melhor para o imóvel?

Nas próximas três semanas o Brasil escolhe entre dois projetos de governo para 2027–2030. Em vez de discutir promessa, eu preferi olhar o que os dados mostram sobre os últimos 20 anos: quanto o imóvel valorizou em cada governo, quanto custou o dinheiro, quanto crédito existiu e quem foi atendido pela política de habitação. A resposta curta é incômoda para os dois lados: o mercado imobiliário não responde à ideologia, responde ao ciclo de juros, crédito e renda. Governos de esquerda e de direita tiveram anos bons e ruins exatamente quando esse ciclo ajudou ou atrapalhou.

Este texto é para três leitores: quem compra para morar, quem compra para investir e o investidor estrangeiro, tanto o que já tem imóvel no Brasil quanto o que está avaliando entrar. Os dados vêm de fontes públicas (Fipe, Banco Central, Abecip, Senado, governo federal) e estão linkados no fim.

Infográfico 1

Valorização por governo: o imóvel bateu a inflação?

O Índice FipeZAP acompanha o preço de venda de imóveis residenciais desde 2008 (hoje em 56 cidades). Acumulei a variação anual por mandato e comparei com o IPCA do mesmo período. A barra verde é o preço do imóvel; a laranja, a inflação. Quando a verde é maior, o imóvel deu ganho real.

Valorização acumulada × inflação, por governo-10%0%10%20%30%40%50%60%70%80%Lula 2|2009–10 · Preço dos imóveis (FipeZAP): 53,7%53,7%Lula 2|2009–10 · Inflação (IPCA): 10,5%10,5%Lula 22009–10Dilma|2011–16 · Preço dos imóveis (FipeZAP): 76,6%76,6%Dilma|2011–16 · Inflação (IPCA): 49,4%49,4%Dilma2011–16Temer|2017–18 · Preço dos imóveis (FipeZAP): -0,7%-0,7%Temer|2017–18 · Inflação (IPCA): 6,8%6,8%Temer2017–18Bolsonaro|2019–22 · Preço dos imóveis (FipeZAP): 15,9%15,9%Bolsonaro|2019–22 · Inflação (IPCA): 26,9%26,9%Bolsonaro2019–22Lula 3|2023–25 · Preço dos imóveis (FipeZAP): 20,6%20,6%Lula 3|2023–25 · Inflação (IPCA): 14,3%14,3%Lula 32023–25Preço dos imóveis (FipeZAP)Inflação (IPCA)
Variação acumulada do Índice FipeZAP (venda residencial) e do IPCA por mandato. Lula 2 considera 2009–2010, início da série. Cálculo próprio sobre a tabela histórica da Fipe (dez/2025).
GovernoImóveis (FipeZAP)Inflação (IPCA)Ganho realGanho real ao ano
Lula 2 (2009–2010)+53,7%+10,5%+39,1%+17,9%
Dilma (2011–2016)+76,6%+49,4%+18,2%+2,8%
Temer (2017–2018)-0,7%+6,8%-7,1%-3,6%
Bolsonaro (2019–2022)+15,9%+26,9%-8,7%-2,3%
Lula 3 (2023–2025)+20,6%+14,3%+5,6%+1,8%

Três leituras saem direto da tabela. A primeira: o grande ganho real do período foi 2009–2013, quando o imóvel subiu entre 13% e 27% ao ano. A segunda: o ganho de Dilma é enganoso, porque está todo concentrado em 2011–2013; em 2015–2016, com a recessão, o preço ficou parado (1,3% e 0,6%) enquanto a inflação chegou a 10,7%. A terceira: no governo Bolsonaro o preço nominal subiu 15,9%, mas a inflação de 2021 (10,06%) comeu o ganho, e o resultado real foi negativo. O governo Lula 3 mostra ganho real modesto, com três anos seguidos acima da inflação.

Imóveis × inflação, ano a ano (2009–2025)-5%0%5%10%15%20%25%30%2009 · IPCA: 4,3%2010 · IPCA: 5,9%2011 · IPCA: 6,5%2012 · IPCA: 5,8%2013 · IPCA: 5,9%2014 · IPCA: 6,4%2015 · IPCA: 10,7%2016 · IPCA: 6,3%2017 · IPCA: 3,0%2018 · IPCA: 3,8%2019 · IPCA: 4,3%2020 · IPCA: 4,5%2021 · IPCA: 10,1%2022 · IPCA: 5,8%2023 · IPCA: 4,6%2024 · IPCA: 4,8%2025 · IPCA: 4,2%2009 · FipeZAP (venda): 21,1%2010 · FipeZAP (venda): 26,9%2011 · FipeZAP (venda): 26,3%2012 · FipeZAP (venda): 13,0%2013 · FipeZAP (venda): 13,7%2014 · FipeZAP (venda): 6,7%2015 · FipeZAP (venda): 1,3%2016 · FipeZAP (venda): 0,6%2017 · FipeZAP (venda): -0,5%2018 · FipeZAP (venda): -0,2%2019 · FipeZAP (venda): 0,0%2020 · FipeZAP (venda): 3,7%2021 · FipeZAP (venda): 5,3%2022 · FipeZAP (venda): 6,2%2023 · FipeZAP (venda): 5,1%2024 · FipeZAP (venda): 7,7%2025 · FipeZAP (venda): 6,5%200920112013201520172019202120232025FipeZAP (venda)IPCAFipeZAP (venda)IPCA
Variação anual do Índice FipeZAP (venda) e do IPCA, 2009–2025. Fonte: Fipe, informe de dezembro/2025 (tabela histórica).
Infográfico 2

O custo do dinheiro: Selic por mandato

Se existe um número que explica o gráfico anterior, é este. A Selic média de cada mandato, segundo o levantamento do Clube dos Poupadores com dados do Banco Central:

Selic média por mandato (% ao ano)0%5%10%15%20%FHC|1995–02: 19,8%19,8%FHC1995–02Lula 1|2003–06: 18,4%18,4%Lula 12003–06Lula 2|2007–10: 11,0%11,0%Lula 22007–10Dilma 1|2011–14: 9,9%9,9%Dilma 12011–14Dilma 2 / Temer|2015–18: 13,4%13,4%Dilma 2 / Temer2015–18Bolsonaro|2019–22: 9,3%9,3%Bolsonaro2019–22Lula 3|2023–25: 12,1%12,1%Lula 32023–25
Selic média por mandato presidencial. Fonte: Clube dos Poupadores sobre dados do Banco Central (atualizado em fev/2025); Lula 3 até fevereiro de 2025. O Poder360, com projeção da MoneYou, estima 12,25% para o mandato completo de Lula 3.

Repare que os dois mandatos com juro mais baixo pertencem a campos opostos: Dilma 1 (9,9%) e Bolsonaro (9,3%, puxado pela Selic de 2% da pandemia). E os dois períodos de pior resultado para o imóvel, 2015–2018 e 2021–2022, foram justamente os de alta de juros para conter inflação, uma sob a esquerda e outra sob a direita. Diante disso, avalio que a pergunta certa para 2027 não é "quem vai ganhar", e sim "quem vai conseguir derrubar a Selic sem reacender a inflação".

Infográfico 3

Crédito: o financiamento segue a Selic, não o partido

O crédito imobiliário com recursos da poupança (SBPE) é o termômetro do comprador de classe média e alta. Veja os anos de pico e de vale:

Crédito imobiliário com recursos da poupança (SBPE), R$ bilhões por ano0501001502002502014|Dilma: 112,9112,92014Dilma2016|Dilma/Temer: 47,047,02016Dilma/Temer2020|Bolsonaro: 124,0124,02020Bolsonaro2021|Bolsonaro: 205,4205,42021Bolsonaro2024|Lula 3: 186,7186,72024Lula 32025|Lula 3: 156,3156,32025Lula 3
Financiamentos imobiliários com recursos do SBPE, em R$ bilhões correntes. Fontes: Abecip (2014 e 2020 via nota de jan/2021; 2016 e 2021 via Seu Dinheiro; 2024 via Diário do Comércio; 2025 via boletim de dez/2025).
  • 2014, R$ 112,9 bilhões: o "boom" do governo Dilma, com crédito farto depois de a Selic ter batido 7,25% em 2013. Dois anos depois, na recessão, o volume despencou para R$ 47 bilhões (2016).
  • 2021, R$ 205,4 bilhões: o recorde histórico, no governo Bolsonaro, com a Selic em 2% e 1,23 milhão de imóveis financiados. Em 2022, com a Selic de volta a 13,75%, o volume caiu.
  • 2024, R$ 186,7 bilhões: segundo maior da história, no governo Lula 3, mesmo com Selic acima de 10%. Em 2025 caiu 13%, para R$ 156,3 bilhões, por falta de funding na poupança e juros de 15%.

Penso que este gráfico encerra a discussão ideológica sobre crédito. O recorde veio num governo de direita por causa do juro de 2%, e o segundo maior volume veio num governo de esquerda apesar do juro alto. O que existe hoje, e que nenhum dos dois campos resolveu, é o esgotamento da poupança como fonte: o Banco Central começou em 2025 a transição para um modelo baseado em LCI e CRI, com o compulsório zerado ao longo de dez anos. Quem assumir em 2027 vai administrar essa transição, não escolhê-la.

Lado a lado

O que cada campo fez de fato pelo mercado

Governos do PT (Lula 2003–10, Dilma 2011–16, Lula 2023–)

  • Habitação popular como política de Estado. Minha Casa Minha Vida: 4,54 milhões de unidades contratadas e 3,25 milhões entregues entre 2009 e 2016, 91% nas faixas 1 e 2 (Senado, 2017). De 2023 a 2025, mais 2 milhões contratadas, R$ 301 bilhões (governo federal, jan/2026), com a criação da Faixa 4 para a classe média.
  • Crédito direcionado e FGTS como motor. O FGTS financiou 1,63 milhão dessas 2 milhões de unidades. É o que sustenta o segmento econômico quando a Selic está alta.
  • Melhor valorização real da série (2009–2013), com juros em queda e renda em alta.
  • O lado ruim: 2015–2016 foi a pior recessão do período, com inflação de 10,7%, crédito caindo pela metade e preço parado. E o juro médio de Lula 3 (12,1%) é o segundo maior do século, por causa do risco fiscal.

Governos de centro-direita (Temer 2016–18, Bolsonaro 2019–22)

  • Reformas que baratearam o dinheiro. Teto de gastos, reforma trabalhista e previdenciária, Lei do Distrato (2018) e marco do saneamento. A Selic chegou a 2% em 2020 e o crédito bateu o recorde de 2021.
  • Menos subsídio, mais mercado. O Casa Verde e Amarela substituiu o MCMV em 2020 com foco em financiamento e regularização fundiária; a Faixa 1 subsidiada praticamente parou, e o orçamento para 2023 caiu 90%.
  • Classe média e investidor foram os mais beneficiados no ciclo 2019–2021: juro baixo, crédito farto e lançamentos de alto padrão.
  • O lado ruim: a inflação de 2021 (10,06%) devolveu o ganho e levou a Selic de 2% a 13,75% em 16 meses. No acumulado 2017–2022 o imóvel perdeu para a inflação, e o dólar saiu de R$ 3,58 para mais de R$ 5.
Quem ganha

Qual classe tende a ser mais favorecida em 2027–2030

PerfilSe vencer a continuidade (Lula)Se vencer a mudança (Flávio Bolsonaro)
Baixa renda (até R$ 4.700)Mais favorecida: MCMV com orçamento de R$ 178 bi em 2026 e subsídio de até 95% na Faixa 1.Casa Verde e Amarela com 2,5 milhões de moradias prometidas, mas sem custo definido; histórico de menos subsídio.
Classe média (R$ 4.700 a R$ 12 mil)Faixa 4 do MCMV (imóvel até R$ 2,25 mi a até 12% a.a.), mas Selic caindo devagar.Mais favorecida se a Selic cair rápido (JPMorgan: 10% nominal com reformas); é o perfil que mais ganhou em 2020–21.
Alto padrão e investidor nacionalCompete com renda fixa alta (NTN-B a ~8% real); ritmo lento.Juro futuro e dólar em queda trazem o investidor de volta; FIIs e lançamentos premium reagem primeiro.
Investidor estrangeiroDólar a R$ 5,50 (JPMorgan): compra mais barato em dólar, mas o retorno em dólar depende de o real não cair mais.Dólar a R$ 4,90: compra mais caro, mas com ganho cambial potencial sobre o estoque já comprado.
Para o estrangeiro

O Brasil visto em dólar

Para quem investe de fora, o gráfico que importa não é o FipeZAP em reais, é em dólar. Em 2014, no pico, o metro quadrado brasileiro valia cerca de US$ 3.040; em 2020 tinha caído para US$ 1.344 (levantamento da Abrainc citado pela Exame). Hoje, com o FipeZAP em R$ 9.900/m² (jul/2026) e o dólar perto de R$ 5,20, o metro quadrado médio está em torno de US$ 1.900, ainda 37% abaixo do pico em dólar. No mesmo levantamento, São Paulo aparecia apenas na 287ª posição entre as cidades mais caras do mundo (US$ 2.084/m²) e o Rio na 330ª (US$ 1.778/m²).

  • Regra básica: estrangeiro pode comprar imóvel urbano no Brasil sem ser residente; precisa de CPF e o negócio é feito por escritura pública e registro em cartório. As restrições valem para imóveis rurais e em faixa de fronteira (Lei 5.709/1971).
  • Retorno: o aluguel residencial rende 6,30% ao ano em Brasília e 6,42% em São Paulo (FipeZAP, ago/2026), bruto, em reais. Para quem traz dólar, o retorno total é aluguel mais valorização mais variação cambial, e o câmbio costuma ser o maior dos três componentes.
  • O que a eleição muda: o JPMorgan projeta R$ 4,90 com Flávio e R$ 5,50 com Lula. Para quem já tem imóvel no Brasil, a vitória da mudança valoriza o patrimônio em dólar; para quem ainda vai comprar, a vitória da continuidade barateia a entrada.
A leitura de Daniel Carvalho

O que eu tiro de 20 anos de dados

Até aqui foram os números e as fontes. Agora é a minha opinião, de quem vende, aluga e administra imóveis em Brasília e acompanha o investidor que compara o Brasil com Miami e Orlando.

1. O imóvel não vota. Ele reage a juro, crédito e renda

Diante da tabela de valorização por governo, acredito que a conclusão mais honesta é esta: os melhores anos para quem tinha imóvel foram os de juro caindo e crédito crescendo, e os piores foram os de inflação alta e juro subindo, sob qualquer bandeira. Avalio que quem compra pensando em "governo X é bom para imóvel" erra o alvo. O alvo é a Selic de 2027 e 2028.

2. Para quem compra para morar: os próximos 4 anos começam com juro alto nos dois cenários

O Focus projeta Selic de 12% só no fim de 2027. Penso que, para quem vai morar no imóvel, isso significa comprar com a taxa que existe hoje e usar a portabilidade quando a queda vier. Nos dois cenários o MCMV Faixa 4 ou o Casa Verde e Amarela vão existir de alguma forma, porque a classe média é eleitoralmente cara demais para ser abandonada. O que eu não recomendo é adiar uma compra necessária esperando um juro de 2% que, nos últimos 20 anos, só existiu por 18 meses, numa pandemia.

3. Para quem investe: o ciclo favorece quem entra antes da queda do juro

Avalio que o investidor nacional tem hoje uma janela parecida com a de 2016–2018: preço real estagnado há anos em várias cidades, aluguel subindo (17,7% em 12 meses em Brasília) e juro no topo. Quem comprou em 2017–2018, com o imóvel perdendo para a inflação, pegou o ciclo de 2019–2021. Acredito que a lógica se repete: o melhor momento de compra para renda é quando a NTN-B ainda paga 8% real e ninguém quer tijolo. Se a Selic cair para 10% em 2028, quem entrou a 13,75% vai ter comprado no fundo. Minha preferência, em Brasília, é por bairros com rendimento bruto acima de 7%, como Taguatinga e Águas Claras, e por imóveis com liquidez de aluguel no Plano Piloto e no Noroeste.

4. Para o estrangeiro: o Brasil está barato em dólar, mas a tese é de 10 anos, não de 4

Penso que o investidor de fora precisa separar duas coisas. A primeira é o preço de entrada: a US$ 1.900/m², o Brasil é um dos mercados mais baratos entre as grandes economias, e isso vale para os dois cenários eleitorais. A segunda é o retorno em dólar, que depende de o país reduzir o risco fiscal, e aí a eleição importa: um ajuste que leve a dívida a parar de crescer tende a valorizar o real e multiplicar o retorno em dólar; o contrário tende a anular o aluguel na conversão. Para quem já investe aqui, acredito que o momento é de manter e, se possível, aumentar posição em imóveis para renda; para quem vai começar, minha orientação é comprar em cidade com mercado de aluguel profundo (Brasília, São Paulo, Florianópolis), com estrutura jurídica bem feita desde o início, e tratar o câmbio como risco, não como aposta.

5. Brasília nos próximos 4 anos

A capital tem uma característica que nenhuma outra cidade tem: a demanda não depende de indústria nem de turismo, depende do Estado. Avalio que a continuidade mantém a demanda do funcionalismo que sustenta o Plano Piloto, o Sudoeste e o Noroeste; um governo de corte de estrutura pode pressionar essa demanda no curto prazo, mas, se derrubar o juro, devolve em valorização o que tirou em aluguel. Nos dois casos, penso que o imóvel bem localizado em Brasília continua sendo um dos ativos mais defensivos do país, porque a folha do funcionalismo não para na recessão, e é ela que paga o aluguel.

Esta análise reflete a minha opinião profissional com base nas fontes citadas. Não é recomendação de investimento nem manifestação de preferência eleitoral.

Perguntas frequentes

Governos e imóveis

Imóvel valoriza mais em governo de direita ou de esquerda? Nos 17 anos do FipeZAP, a maior valorização real foi em 2009–2013 (PT), com juro caindo; as maiores perdas reais foram em 2015–2016 (PT, recessão) e 2019–2022 (direita, inflação de 2021). O ciclo de juros explica mais do que a ideologia.

O crédito vai ficar mais barato nos próximos 4 anos? Só se a Selic cair. O Focus projeta 12% no fim de 2027. O recorde de crédito (2021) veio com Selic de 2%; o pior ano (2016), com 14,25%.

Qual classe foi mais favorecida? Baixa renda, pelos governos do PT (subsídio do MCMV); classe média, pelos períodos de juro baixo (2020–21) e agora pela Faixa 4; alto padrão e investidor, pelos períodos de dólar fraco e juro real em queda.

Estrangeiro pode comprar imóvel no Brasil? Sim, imóvel urbano, com CPF, sem precisar morar aqui. Restrições só para imóvel rural e faixa de fronteira. Em dólar, o m² brasileiro está cerca de 37% abaixo do pico de 2014.

Fontes consultadas

Referências

  1. Fipe, Índice FipeZAP Residencial Venda, informe de dezembro/2025 (tabela histórica 2009–2025, IPCA e IGP-M) — PDF.
  2. Clube dos Poupadores, "Taxa Selic média por presidente" (dados do Banco Central, fev/2025) — link.
  3. Poder360, "Taxa média de juros de Lula é a 2ª maior em governos do século 21" (13/07/2025) e "Inflação média do 3º mandato de Lula é a menor do século 21" — juros, inflação.
  4. Abecip, "Financiamentos imobiliários em ano de pandemia cresceram 57,5% e superam período do boom" (28/01/2021) — link.
  5. Seu Dinheiro, "Financiamento imobiliário bate recorde em 2021" (Abecip, jan/2022) — link.
  6. Abecip/Diário do Comércio, "Crédito imobiliário cresce 22,3% em 2024 e totaliza R$ 186,7 bilhões" — link; boletim de dezembro/2025 — PDF.
  7. Portas, "Financiamento imobiliário deve crescer 16% em 2026" (novo modelo de funding, 28/01/2026) — link.
  8. Senado Federal, "Avaliação de Políticas Públicas: Programa Minha Casa Minha Vida" (out/2017) — link.
  9. O Liberal, "Minha Casa, Minha Vida financia 2 milhões de moradias em três anos" (05/01/2026) — link; Metrópoles, orçamento do MCMV 2026 — link.
  10. Wikipédia, "Programa Casa Verde e Amarela" (com fontes primárias) — link.
  11. NSC Total, "Como foi a oscilação do dólar em cada gestão presidencial" (21/10/2022) — link.
  12. Exame, "A hora do investidor estrangeiro comprar imóveis no Brasil" (23/11/2020, dados Abrainc) — link.
  13. Times Brasil, "Eleição no Brasil divide Wall Street" (03/10/2026, JPMorgan e Citi) — link; Forbes Brasil, Selic e Focus (16/09/2026) — link.
  14. Agência Brasil, plano de governo de Flávio Bolsonaro (18/09/2026) — link; Portas, propostas de moradia dos candidatos (24/09/2026) — link.
  15. FipeZAP ago/2026 (rentabilidade do aluguel por cidade) e Índice QuintoAndar/Imovelweb jul/2026, no Guia de Brasília deste site.
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