A semana da decisão de juros começa sem pregão
Nesta segunda-feira, 2 de novembro, feriado de Finados, não houve negociação na B3. O mercado só volta a operar na terça, primeiro dos dois dias da reunião do Copom, que decide a Selic em 4 de novembro e divulga a ata em 10 de novembro.
Os últimos números são os de sexta-feira, 30 de outubro: o dólar fechou a R$ 5,44, na maior alta semanal desde 2008, e o IFIX, índice dos fundos imobiliários, terminou aos 3.632,26 pontos, em queda de 0,60% no dia — o quarto pregão seguido de baixa.
A taxa básica está em 13,75% ao ano depois de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto iniciados em 19 de março, que a trouxeram de 15%. Nas opções de Copom negociadas na B3 em 28 de outubro, a chance de manutenção era de 66,5%, contra 32% de um novo corte. Em levantamento da Bloomberg feito entre 27 e 29 de outubro, 10 de 18 economistas apostavam em manutenção.
O que isso muda para quem compra, vende ou investe
O Boletim Focus de 26 de outubro, com dados coletados até o dia 23 e portanto antes do salto do câmbio, projetava IPCA de 5,19% e Selic de 13,25% no fim de 2026. O Focus desta semana sai atrasado pelo feriado, e é nele que se verá quanto as projeções andaram depois da desvalorização do real.
Para o imóvel físico, o que pesa não é a taxa de quarta-feira e sim a curva longa, que é o que precifica o financiamento de 20 a 35 anos. Foi ela que abriu na última semana de outubro e levou três grandes bancos a reajustar a taxa mínima do crédito imobiliário — assunto da análise de hoje sobre o poder de compra em Brasília.
Minha leitura
Avalio que o feriado só adia a conta. O preço do crédito imobiliário já se moveu na semana passada, e o comunicado de quarta vai importar menos pelo número da Selic e mais pelo tom sobre inflação e câmbio. É leitura pessoal, não é aconselhamento financeiro.
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