Dólar no maior fechamento do ano e Bolsa na sexta queda seguida
O dólar comercial fechou a terça-feira, 3 de novembro de 2026, cotado a R$ 5,486, alta de 0,74%, segundo a Agência Brasil — o maior valor de fechamento do ano, de acordo com o Metrópoles. O Ibovespa caiu 1,42%, para 165.528 pontos, na sexta queda consecutiva e no menor nível desde janeiro. Antes do segundo turno das eleições, o índice estava acima de 205 mil pontos.
O pano de fundo é a incerteza sobre a política fiscal e a equipe econômica do novo mandato, somada à reunião do Copom, que termina nesta quarta-feira, 4 de novembro, com a Selic em 13,75% ao ano. As opções de Copom negociadas na B3 indicavam, na terça, 63,1% de probabilidade de manutenção da taxa. Segundo o InfoMoney, a maior parte do mercado, que antes da eleição esperava corte de 0,25 ponto, agora trabalha com pausa; a XP projeta Selic parada até o fim de 2027, enquanto ASA e Inter ainda veem corte para 13,50%.
O que isso muda para quem compra, vende ou investe
Quem financia no Brasil deve ler a decisão desta noite pelo comunicado, não só pela taxa: se o Copom sinalizar pausa longa, o alívio que os bancos vinham embutindo no crédito imobiliário fica mais distante. Quem compra na Flórida sente o câmbio na hora: um imóvel de US$ 500 mil, que custava cerca de R$ 2,48 milhões com o dólar a R$ 4,96 — patamar anterior à eleição citado pelo InfoMoney —, passa a exigir cerca de R$ 2,74 milhões ao câmbio de terça, R$ 263 mil a mais antes de impostos e custos de fechamento. Na direção oposta, para quem tem renda ou patrimônio em dólar, o imóvel brasileiro ficou mais barato.
Minha leitura
Diante disso, acredito que a semana pede calma de quem está no meio de uma negociação: câmbio e Bolsa reagindo à transição de governo costumam oscilar muito antes de assentar. Para quem compra em dólar, eu evitaria fechar o câmbio de uma vez e dividiria a remessa em etapas. É leitura pessoal, não é aconselhamento financeiro.
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